domingo, 23 de maio de 2010

Palavras propriamente escritas

Ultimamente andei lendo textos de vários autores desde os grandes livros até os pequenos pedaços de guardanapo e até ai surpresa nenhuma.
Mas na hora de pesar, de tentar comparar a única coisa que diferenciava os dois estilos era o papel que cada um foi impresso. Alguns estavam em páginas, outros em televisões, alguns em luzes ou ainda em pequenos rodapés. Mas a verdade é única: o que foi escrito podia conter autor ou ainda pseudônimos, mas os textos sem donos foram os mais surpreendentes: com pequenas e significativas palavras, cada uma soava como um grande grito que foram de desespero até liberdade.

Acentuação que nada! Semântica no inferno, se a única coisa que quero de verdade é que alguém encontre isso aqui, um pequeno pedaço de mim, que pode se perder pra sempre ou se encontrar no íntimo de outro alguém, mas de qualquer jeito aqui deixo uma marca que estive ali e não estou mais nem aí.

Acreditei que minhas primeiras palavras fossem inaudíveis, talvez por falta de ar pra falar ou lepso de motivação pra gritar e agora que tudo isso passou eu consegui ver de verdade, que, tudo que queria dizer poderiam ser ouvidas mesmo que ninguém pudesse, literalmente, me escutar.


Eu não consigo me lembrar do que saiu da primeira vez, mas acho que não foi diferente de uma risada


Yuzo Ueti

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