segunda-feira, 12 de abril de 2010

desentender, reaprender e encontrar.

Eu posso escrever mil palavras bonitas que podem ser traduzidas em um olhar, posso com o mesmo olhar entender outras mil coisas e dessas outras mil coisas deixo o perfeito e simples mistério me levar.
Não peço licença pra poder sonhar, não deixo que passe sem reparar e nem deixo que aconteça sem significar. Eu sei que tenho algo em mãos, sei que é importante, mas mesmo que eu queira fechá-la e protegê-la é sua reação ao céu do amanhecer que passa a não desejar-te mais.

Não são palavras que acredito ser realmente impagáveis, mas as grandes coisas que raparo: seja no olhar, no andar, no crescer ou ainda no parar e assim desaprendo tudo de uma vez.

Espero te ver sorrir e se assim desejar, aguardo ver o mundo se assim precisar. Em certos momentos presencio o apocalipse e às vezes não passam nem segundo pra ver a salvação, que não é mais que um pseudo-otimismo que ainda assim insisto estar certo.
Aprendo de novo. Entro no jogo e agora que tudo recomeça, parece que atrás não há mais nada, onde o nada e o tudo se encontram e cá estou, entre os dois extremos esperando pra ver o que me leva, observando que a mesmice de perntencer de algum dos lados decepciona por acharem que por assumirem uma posição tudo que levara, agora, precisa ter um sim ou um não.


Eu tenho meus altos e baixos, meu céus e infernos, meus deuses e meus diabos. E posso dizer que em todos eles, não há um que ouse dizer que o errado seriam todos eles ou você.

Reaprendo e agora tudo é meu, posso ver novamente, porém sem a metade que aguardava, agora tudo de um lado só, que deixara tudo monótono de repente.

Sonhar, aprender, andar, perder, levantar, encontrar, começar, enxergar, repetir, parar, refletir, enxegar...
Nessa ordem ou não tudo junto e misturado, devagar ou rápido.


Se é lei ou não, de todas as minhas aventuras, eu estufo o peito e digo que não me envergonho de nenhuma.




Yuzo Ueti

0 comentários:

Postar um comentário