sábado, 13 de maio de 2017

Pinga pinga

     Muitas vezes sinto o sabor de sangue, acaba dando o tempero especial quase como um disfarce a medidas desesperadas, medidas que almejam a justiça e prometem sanidade da fome pelo sentido.
     Ira tem fome de sangue e justiça a minha ira permitida, não quero morte, só provar a agonia.

     Consome a raiva que não tem causa nem consequência, escreve sobre as lágrimas daquilo que não se pronuncia. Torna medo aquilo que acredita, mede as palavras por causa perdida. Se minha razão já me fez bem, agora intoxica tudo aquilo que troca. Deixa veneno entorpecido, transforma toda a angústia em sorriso e hipocrisia.
    

    Esse mundo é pura injustiça, não violência, ciência de louco e desmedida. Caos vermelho coberto de granulados de alegria.... insanidade em desespero sem dono, é a vida...




Yuzo Ueti

sábado, 24 de outubro de 2015

Doce silencio


O silencio abriga
As emoções contorcidas
mentiras convulsivas
uma criança reprimida
atrás dum olhar




Yuzo Ueti


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Sob controle

De vida desgraçada
não querer ser nada
deixar acontecer
saber
nada do que passa
depende de você




Y. Ueti

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Pracabá!

  Acaba como começa..meio sem pé nem cabeça.

HAHhahahh


-Y.Ueti

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ensaio manicômico

    Quem conhece a morte entende os sentimentos que não vão embora quando esse evento termina, sentir a mortalidade em primeira pessoa passa a reconhecê-la de todos os lados e em toda existência.


Morre, Logo existe.

   Não se entende ainda como a vida se define nas facetas que cabem nas ideologias, ou nos conceitos de vertentes diferentes e ainda é assunto de longas discussões e. na maioria. sem um ponto final....


   O ponto final é a morte.


   A morte é mais que natural e mais que mero fenômeno, as pessoas precisam morrer e quando a mente não a aceita ela deprime. A depressão é o estado de morte, é o zumbi mistificado que mesmo vivo encontra-se condenado.


Depressão é a dor que não mata


   Matar não é tirar vida, é evitar o silêncio... O homem nasceu em dor, nasce em gritos e perecerá no silêncio... A solidão é temida, mas em última instância é o silêncio sem dor, mas sem alegria.






Yuzo Ueti






PS: Ensaios Manicômicos são uma série de textos e todos carregarão o mesmo título. Tenho bons pressentimentos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O poder de um líder

   Na época do meu avô os soldados suicidas saudavam seu imperador antes de morrer, os muçulmanos radicais também tem sua idolatria na hora do ataque e em todos os gritos de guerra um representante sempre houve de ser mencionado durante o combate. Em tempos que o rosto é evitado as pessoas ainda não conseguem enxergar os atos consequente de um radicalismo que nunca morreu com os próprios líderes e provam o conflito sempre foi fundamentado em motivos muitos mais antigos que a descoberta da própria fé.

   Hoje em dia a busca do grande pilar de convicções não tem mais um rosto definido ou um nome a chamar devoção e de toda forma de radicalismo é possível presenciar alguns autoritaristas mencionando cientistas e experimentos realizados com grande importância a fim de sustentar o desespero de provar a si mesmo, e que só tem ligação com a fé superficialmente. Não condeno a opinião e nem o fanatismo que possam empossar alguns indivíduo, mas não desvio o olhar das consequências que esses fatores  desencadeiam.

   A ciência não está acima da religião e isso ainda parece uma novidade pro mundo e principalmente dos próprios cientistas que só ouvindo se tornaram os próprios pregadores da verdade. A ciência é uma religião no sentido que mostra a alguém em quê acreditar mesmo que ainda representem uma serie de diferenças metodológicas e conceituais não estou julgando o mérito de um ou de outro ou determinando a capacidade de provas que possuem os dois lados.


   Na minha experiência e em palavras simplórias a ciência quer provar o homem acima da natureza e a religião quer provar a natureza do homem, esse conflito é determinante no objeto a ser estudado ou do tema a ser refletido e as possibilidades são infinitas e até algumas paradoxais, mas generaliza bem o que tento transcrever.


    É conveniente crer nas coisas, mas isso está além das minha capacidades... Invejo um pouco aqueles que a possuem e às vezes até admiro a pureza que esses possuem.





Yuzo Ueti



sábado, 17 de agosto de 2013

Ouvindo palavras

   Ultimamente a falta de experiências tem calado a minha boca mesmo nas conversas mais triviais de almoços de domingo. Isso deixa uma frustrado diante da correria cotidiana que não chego a experimentar, mas principalmente na minha vontade de que nem tudo que faço tenha alguma relevância a ser compartilhada com outras pessoas. O infinito só é infinito por ser desconhecido, em pouco chegamos em alguma maneira de delimitação que o infinito deixa de se-lo na primeira instância quando descobre-se aquilo que não pode ser.

   Na minha cabeça o desentendido também se passa por despercebido, não passo maquiagem nas cores que a vida oferece, nem busco afundo a representação de um pôr-do-sol nem de propósito existencial de ser ou da essência de existir, cansa assistir ensaios apocalípticos dentro da televisão e de mentes tediosas mas encaro com olhares admirados quando me encontro fora de mim e dentro de algo novo, perdido como descrito rsrsrsrsrs.


    As mentiras mais nocivas são aquelas contadas como verdades, quem acredita ainda que palavras possuem qualquer credibilidade ou veracidade cansará os ouvidos e a cabeça desnecessariamente e logo será acometido pela surdez e a ignorância. Se as palavras fossem feitas pra serem recebidas a língua teria parado na escrita, mas muito pelo contrário, as palavras foram feitas pra serem faladas, ponto... e iludidas pela ideia de serem ouvidas.
   





Yuzo Ueti